Monarquia Barra Bonita


QUEM NUNCA COMEU MELADO, QUANDO COME SE LAMBUZA
(Narrando um triste, porém típico, acontecimento do princípio da República, e considerações de Rui Barbosa
e de Monteiro Lobato sobre D. Pedro II, a Monarquia e a República)

(*) P.S: NO final da menssagen

• Trabalho publicado no jornal Tribuna de Petrópolis,
de propriedade de D. Francisco Humberto de Orleans e Bragança - 29/10/2000 •


Otto de Alencar de Sá-Pereira


Nada mais certo! Foi o que ocorreu com os governantes republicanos, depois que o navio Alagoas conduzindo D. Pedro II e a Família Imperial perdeu-se nas brumas do Atlântico, em direção à Europa. Diz Monteiro Lobato que eles teriam tido um alívio: "enfim sós". Agora podem espoliar, à vontade, o povo brasileiro, sem que ninguém os fiscalize!

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Monteiro Lobato nos escreve: "D. Pedro II era a luz do baile, muita harmonia, respeito às damas, polidez de maneiras, jóias d'arte sobre os consoles, dando ao conjunto uma impressão genérica de apuradíssima cultura social. Extingue-se a luz.As senhoras sentem-se logo apalpadas, trocam-se tabefes, ouvem-se palavreados de tarimba, desaparecem as jóias".

Ou seja, sem o freio natural da Coroa, eles mostram-se como eram realmente.

Lambuzam-se no melado sujo de lama. Escarafuncham-se no atoleiro, sem tábua de salvação. Perdem-se nos mares, sem o farol que os guiava; que os guiava e corrigia seus rumos; que corrigia seus rumos e os conduzia a porto seguro.

Rui Barbosa, o "águia de Haya", que foi republicano durante o Império e monarquista ou simpatizante, depois dos primeiros desacertos e corrupções da República, certa vez, escreveu estas palavras, que tornaram-se acadêmicas (as quais, geralmente, só são publicadas até o fim do primeiro parágrafo):

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto. Essa foi a obra da República nos últimos anos. No outro regime (na Monarquia), o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre, as carreiras políticas lhe estavam fechadas. Havia uma sentinela vigilante, de cuja severidade todos se temiam e que, acesa no alto (o Imperador, graças principalmente a deter o Poder Moderador), guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade" (Observação: Os parênteses são nossos para melhor ilustrar).

Rui Barbosa ocupava o cargo de Ministro da Fazenda no Ministério do Governo Provisório (1889-1891), presidido por Deodoro da Fonseca. Este Ministério compunha-se de republicanos históricos, como, por exemplo, além dele mesmo, de Silveira Lobo como Ministro do Interior, de Campos Sales como Ministro da Justiça, Quintino Bocaiúva ocupando o Ministério do Exterior, Demétrio Ribeiro, na Agricultura e Comércio, Wandenkolk, na Marinha e Benjamim Constant na Guerra (Exército).

Rui Barbosa era, sem dúvida, grande jurista e diplomata, um sábio, um extraordinário orador... porém, péssimo economista. Assim, foi o causador do famoso "Encilhamento", que trouxe a desmoralização das finanças brasileiras e uma terrível inflação.

Qualquer Banco emitia papel moeda, e títulos falsos de falsas empresas eram vendidos em quantidade incrível, no lugar onde se encilhavam os cavalos, no centro do Rio de Janeiro.

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A moral pública uma das características dos homens políticos do Império, como que se diluía. Ainda é Rui que nos faz saber: "O Parlamento do Império era uma escola de estadistas, o Congresso da República transformou-se em uma praça de negócios."

Considerando-se monarquista, recusa o convite. O Governo insiste. Ele resolve pedir a opinião e a autorização, caso a opinião fosse positiva, do Imperador, que nesta altura já se encontrava na França, pois fora para lá residir com sua filha, genro e netos, depois da morte da Imperatriz, em Portugal (na cidade do Porto).

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A resposta do Imperador foi simples e como sempre patriótica: "Sirva ao Brasil". Era o sinal verde. Ele aceitou o Ministério e iniciou a viver o cotidiano da vida política republicana. Eis que começa a perceber o que ocorria. Se olhasse para um lado, ou para o outro; se olhasse para cima ou para baixo, só o que via era desonestidade, era corrupção, eram aproveitamentos ilícitos, o bem público vilipendiado, os interesses particulares em primeiro lugar, o "Bonum Comune", completamente esquecido, o lambuzamento em melado enlameado.

Infelizmente, este homem, que tinha sido, no Império, símbolo de honradez, de caráter, de virtudes... aderiu ao "bloco do samba republicano" e familiarizou-se com os vícios e pecados.

Por que isso aconteceu na República do nosso Brasil, e vem ainda acontecendo, ressalvadas, sem dúvidas, especiais figuras da História Republicana, que continuaram a ilustrar a vida pública brasileira? Por que isso ocorreu? Monteiro Lobato estaria repleto de razão? É ainda Rui, que nos responde: "O mal grandíssimo e irremediável das instituições republicanas é deixar exposto à ilimitada concorrência das ambições menos dignas o primeiro lugar do Estado, e desta sorte, o condenar a ser ocupado, em regra, pela mediocridade".

(*) o TEXTO NÃO ESTA COMPLETO, PAR LER NA INTEGRA ACESSE: Fonte: Circulo Monarquico do Rio de Janeiro  www.circulomonarquico.org.br



 Escrito por Monarquia Barra Bonita às 23h09
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A Monarquia Como Forma de Governo


O Governo do Reino dos Países Baixos é formado pelo Rei (o que na Constituição significa tanto rei como rainha) e os ministros. Esta interpretação do conceito 'Governo', onde o chefe de Estado é parte do Governo, não é comum em muitas outras monarquias da Europa ocidental, onde o Governo somente é composto de ministros. Desde a revisão da Constituição em 1848, os Países Baixos são uma monarquia constitucional com um sistema parlamentar. 'Monarquia constitucional' significa que a Constituição determina e regula a divisão das competências de poder entre o Rei e outras entidades do Estado. São os ministros que respondem ante o Parlamento pelas atuações do Governo. O Rei não tem nenhuma responsabilidade política e, portanto, não pode ser convocado pelo Parlamento para prestar contas. A Rainha Beatrix no Dia dos Príncipes (Prinsjesdag) Uma das muitas funções do Rei como chefe de Estado é pronunciar anualmente o Discurso do Trono, que é o Discurso de Abertura do Parlamento, (o Dia dos Príncipes Infantes tem lugar cada ano na terceira terça-feira do mês de setembro). No Discurso do Trono são expostos os planos do Governo para o próximo ano parlamentar.

O Rei também desempenha um papel importante na formação dos Governos. Depois das eleições, o Rei consulta os líderes dos grupos parlamentares, os presidentes da Primeira e da Segunda Câmara do Parlamento, e o vice-presidente do Conselho de Estado. Baseando-se em seus conselhos, o Rei nomea um informador - pessoa encarregada de examinar quais partidos estariam dispostos a formar juntos o novo gabinete - pois, até hoje, nunca nenhum partido conseguiu uma maioria absoluta em eleições. Caso fique claro quais partidos estão dispostos a formar juntos o Governo, não há necessidade de nomear um informador. O resultado das negociações entre os partidos denomina-se 'Acordo de Governo'.

No Acordo de Governo são declarados os planos da coalizão para o próximo período governamental de quatro anos. Em seguida, o Rei nomea um 'formador', pessoa encarregada de formar um gabinete. O formador normalmente se torna Primeiro Ministro. Depois da primeira reunião oficial do gabinete, o Rei toma o juramento dos novos ministros, que são nomeados por Decreto Real, o que na prática significa que os próprios ministros decidem sobre sua nomeação.

O Decreto Real é assinado pelo rei, validando assim a decisão, e pelo Primeiro Ministro em nome dos ministros. Além destas tarefas oficiais, o chefe de Estado se reúne regularmente com o Primeiro Ministro, outros políticos e pessoas proeminentes do mundo econômico e cultural. Todos os ministros juntos formam o conselho de ministros, que é presidido pelo Primeiro Ministro. As tarefas do Governo estão a cargo dos ministros. Entre essas tarefas se encontram a gestão executiva, a preparação da legislação, a execução de leis, a supervisão das províncias e municípios, e as relações exteriores

Fonte: Forum Monarquia do Brasil



 Escrito por Monarquia Barra Bonita às 22h14
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(*)Passagens que passamos, e Não deveríamos ter passado

 

A Revolução Francesa de 1789, com o regicídio de Luis XVI e Maria Antonieta (os Reis Mártires) abriu um novo ciclo na história do milênio. Desde então, muitas foram as monarquias derrubadas sob a inspiração da funesta e utópica trilogia revolucionaria Liberdade, Igualdade, Fraternidade.

Ainda assim, no século XIX, e apesar da forte propaganda anti-monárquica, a Europa viu os Reis e Rainhas desempenharem com brilho seu papel no governo das nações. A fotografia soube gravar estas imagens.......Estabilizando, ordenando, organizando e dando continuidade aos planos a longo prazo- algo que somente as dinastias podem levar a cabo -as monarquias, mesmo após o turbilhão revolucionário, continuaram a marcar a História.

A sanha igualitária se requintou e a sua argumentação passou a ser, sistematicamente, a violência. No espaço de 35 anos o Czar Nicolau II e sua família, a Imperatriz Sissi as Áustria, o herdeiro do trono dos Habsburgos, o Arquiduque Francisco Ferdinando, o Rei D.Carlos  de Portugal e D.Felipe, Príncipe herdeiro, foram assassinados. Uma bomba tentou matar o Rei Afonso XIII da Espanha e sua consorte, no dia de seu casamento, e a Rainha Vitória foi alvo de seis atentados.

Praticamente destruídas as monarquias, o século XX, que se iniciara na euforia da redenção do homem pela técnica, assistiu ao desdobrar-se de inúmeras e desastrosas utopias. O homem esperava obter, sem Deus, pela razão e pelo acúmulo dos conhecimentos científicos, o bem estar, a melhoria indefinida das condições de vida, enfim a felicidade terrena perfeita.

 

(*) titulo dado pelo site

 

 

Trecho extraído do Editorial do boletim HERDEIROS DO PORVIR, Ano Vi, nº9, Dez. 2000/2001.



 Escrito por Monarquia Barra Bonita às 22h12
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