“De Portugal não temos a esperar senão escravidão e horrores. Venha V. A . R. quanto antes e decida; porque irresoluções e medidas de água morna, à vista desse contrário que não nos poupa, para nada servem e um momento perdido é uma desgraça”.
O padre Belchior está ao seu lado:
“Depois, abotoando-se e compondo a fardeta, virou-se para mim e disse:
-E agora, padre Belchior?
E eu respondi prontamente:
- Se V. Alteza não se faz de rei do Brasil será prisioneiro das Cortes e talvez deserdado por elas. Não há outro caminho senão a independência e separação.
D. Pedro caminhou alguns passos silenciosamente acompanhado por mim, Cordeiro, Bregaro, Carlota e outros em direção aos nossos animais, que se achavam a beira da estrada. De repente estacou-se já no meio da estrada, dizendo-me:
- Padre Belchior, eles o querem, terão a sua conta. As Cortes me perseguem, chamam-me com desprezo de “Rapaizinho” e de “Brasileiro”. Pois verão agora quanto vale o “Rapaizinho”. De hoje em diante estão quebradas as nossas relações; nada mais quero do governo português e proclamo o Brasil para sempre separado de Portugal.
Monta na bela besta baia gateada em que vem desde Santos. Vai ao encontro dos dragões da Guarda de Honra.
“..........o dado está lançado”.
-Amigos, as Cortes querem escravizar-nos e perseguem-nos. De hoje em diante nossas relações estão quebradas. Nenhum laço nos une mais!.
Arranca do chapéu o laço azul e branco, símbolo das Cortes portuguesas, atira-o ao chão.
- Lanços fora, soldados! Viva a Independência, a liberdade e a separação do Brasil.
Entre vivas, desembainha a espada, acompanhado pelos militares. Os civis se descobrem.
- Pelo meu sangue, pela minha honra, pelo meu Deus, juro fazer a liberdade do Brasil.
Todos juram. D. Pedro põe-se à frente do grupo, prepara-se para partir. Mas antes fica em pé nos estribos, se vira, e exclama:
- Brasileiros, a nossa divisa de hoje em diante será
- Independência ou Morte!
São quatro e meia da tarde do dia 7 de setembro de 1822.
A partir deste momento foi proclamada a independência do Brasil, esse são apenas alguns fatos políticos que se envolveram na luta pela independeria, o esforço feito por D.Pedro, pelos irmãos Andradas, Caldeira Brant, dentre outros inúmeros outros memoráveis brasileiros não só de nascimento, mas sim de coração, e mostra que a independecia não foi somente uma passagem como cita os livros de historia, mas sim grandes lutas e conquistas diplomaticas de nosso mais celebres Brasileiros.
Escrito por Monarquia Barra Bonita às 23h01
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